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  • Recebeu autorização da ANTT? Você tem 30 dias para estar vendendo passagens, e só nas seções liberadas

    Recebeu autorização da ANTT? Você tem 30 dias para estar vendendo passagens, e só nas seções liberadas

    O Diário Oficial da União de 23 de outubro de 2026 trouxe uma nova leva de decisões da ANTT sobre o transporte rodoviário interestadual de passageiros. Entre as autorizações publicadas estão a da Satélite Norte para Goiânia–Curitiba, a da Eucatur para Brasília–Rio Branco e a da Emtram para Seabra–Osasco, entre outras. No mesmo pacote, a agência negou pedidos de empresas que não tinham habilitação ou não tinham mercados autorizados, como a Expresso Central e a BUS. O Diário do Transporte fez a cobertura completa das decisões.

    Para quem recebeu a autorização, a parte que mais pesa vem depois da publicação: a empresa tem 30 dias, contados do início da vigência do termo, para começar a operar, prorrogáveis uma vez por igual período, com justificativa, e só pode vender e embarcar passageiros nas seções que foram autorizadas. Na prática, isso é um prazo comercial. Em um mês, a linha precisa estar cadastrada, à venda e emitindo bilhete fiscal corretamente.

    O que a autorização exige na prática

    A autorização dá o direito de explorar um mercado, mas não garante passageiro. Ela vem com duas condições que mexem diretamente com a área de vendas. A primeira é o prazo para iniciar a operação. A segunda é o limite das seções: a empresa não pode vender uma passagem entre dois pontos que não estejam na relação aprovada, mesmo que o ônibus passe por eles.

    Para a direção da empresa, isso significa que tudo deve estar pronto em paralelo, e não um passo de cada vez. Enquanto a operação prepara frota, motoristas e garagem, a área comercial precisa preparar a linha no sistema, os canais de venda e a equipe de atendimento.

    Por que 30 dias passam rápido

    Trinta dias parecem bastante até que se faça a lista de tarefas. Cadastrar uma linha nova envolve itinerário, pontos de parada, horários, tarifas por seção, mapa de poltronas, regras de gratuidade e desconto, configuração fiscal e liberação nos canais. Cada agência parceira precisa ser avisada e configurada. O site precisa mostrar a nova origem e o novo destino. O guichê precisa saber vender.

    E tem um detalhe: o passageiro costuma comprar com antecedência. Se a venda só abre na véspera da primeira viagem, os primeiros ônibus saem vazios. O ideal é abrir a venda assim que a data de início estiver definida, para que a linha nova já comece com ocupação.

    A prorrogação existe, mas é única. Usá-la por atraso de sistema ou de cadastro é desperdiçar uma margem que poderia ser necessária por motivo operacional, como a chegada de um veículo.

    Só nas seções liberadas: o risco de vender errado

    Seção é o par de origem e destino em que a empresa pode vender e embarcar. Uma linha pode passar por dez cidades e ter autorização só para algumas combinações entre elas. É aí que mora o risco comercial: um atendente bem-intencionado, uma agência mal configurada ou um canal online com cadastro incompleto pode vender um trecho que não está na autorização.

    Vender fora das seções liberadas expõe a empresa à fiscalização e cria um problema com o passageiro, que comprou de boa-fé. Por isso, o cadastro da linha precisa refletir exatamente o que foi aprovado: as seções liberadas aparecem à venda e as outras simplesmente não são oferecidas.

    Vale também conferir se o que foi aprovado bate com o que a empresa pediu. Qualquer diferença entre o pedido e a autorização publicada deve ser ajustada no cadastro antes de abrir a venda, nunca depois.

    Lição dos pedidos negados

    As negativas do mesmo Diário Oficial mostram o outro lado. Pedidos de empresas sem habilitação ou sem mercados autorizados não avançaram. Para quem planeja entrar no interestadual, a mensagem é clara: a parte regulatória vem antes. Habilitação em dia e mercados definidos são o ponto de partida, e só depois disso faz sentido montar a estrutura comercial.

    Para quem já tem habilitação, a lição é de organização: manter documentos, cadastros e informações da empresa em ordem facilita cada novo pedido e encurta o caminho entre a autorização e a primeira venda.

    Checklist: da autorização à primeira passagem vendida

    Uma sequência prática para usar os 30 dias com folga:

    1. Cadastrar as seções e os horários no sistema. Lance no sistema de vendas apenas as seções autorizadas, com pontos de embarque, horários, tarifas por seção e o veículo previsto. Peça para outra pessoa conferir o cadastro contra a autorização publicada.
    2. Definir a data da primeira viagem. Com a data fechada, a venda pode abrir. Deixe margem para imprevistos sem depender da prorrogação.
    3. Abrir a venda online. Publique a linha no site próprio da empresa e nos canais digitais que você usa, com origem, destino e horários fáceis de encontrar.
    4. Abrir a venda nas agências. Avise as agências parceiras das cidades atendidas, libere a linha para elas e confirme comissões e regras de repasse.
    5. Emitir o BP-e. Teste a emissão do Bilhete de Passagem Eletrônico para as novas seções antes do primeiro dia de venda, incluindo cancelamento e remarcação.
    6. Treinar o guichê. Mostre à equipe quais seções podem ser vendidas, quais não podem e como responder ao passageiro que pede um trecho fora da autorização.
    7. Divulgar a linha. Avise os passageiros nas rodoviárias, nas redes sociais e nos pontos de venda. Linha nova que ninguém conhece não enche.
    8. Acompanhar as vendas da primeira semana. Veja ocupação por horário e por seção e ajuste a divulgação onde a procura estiver fraca.

    Venda organizada desde o primeiro dia

    Quem entra em um mercado novo geralmente encontra concorrentes com clientela formada. A vantagem possível está na execução: linha à venda cedo, em todos os canais, com bilhete fiscal correto e atendimento seguro. Uma operação que começa com cadastro errado, venda só no guichê ou equipe insegura perde justamente as primeiras semanas, quando o passageiro decide se vai ou não trocar de empresa.

    Por isso, o sistema de venda faz diferença. Quando todos os canais vendem da mesma base de dados, a mesma poltrona não é vendida duas vezes, o site e as agências mostram os mesmos horários e o gestor acompanha o resultado da linha nova em tempo real.

    Como o Vexado ajuda a colocar a linha autorizada à venda

    O Vexado é um sistema de venda e emissão de passagens para empresas de ônibus. A linha autorizada é cadastrada com suas seções, horários e tarifas, e a venda fica organizada pelas seções cadastradas na linha, no guichê, nas agências e na internet, com emissão do BP-e integrada. Assim, a empresa usa os 30 dias para preparar a operação, e não para correr atrás do sistema. Para ver como isso funciona na sua linha, fale com a equipe do Vexado.

    Leia também: Janela da ANTT: lances começam dia 26, e quem vencer precisa vender passagens no dia seguinte.

    Perguntas frequentes

    Quanto tempo a empresa autorizada tem para começar a operar?

    São 30 dias contados do início da vigência do termo, prorrogáveis uma vez por igual período, com justificativa.

    A empresa pode vender passagens em qualquer cidade do itinerário?

    Não. Só pode vender e embarcar passageiros nas seções autorizadas pela ANTT, mesmo que o ônibus passe por outras cidades.

    Por que a ANTT negou alguns pedidos?

    Segundo as decisões publicadas, foram negados pedidos de empresas sem habilitação ou sem mercados autorizados.

    Quando abrir a venda da linha nova?

    Assim que a data da primeira viagem estiver definida e o cadastro conferido, para que os primeiros horários já saiam com passageiros.

    O que preparar no sistema antes de vender?

    Seções autorizadas, horários, tarifas, mapa de poltronas, canais de venda liberados e emissão do BP-e testada.

    O Vexado ajuda a vender só nas seções autorizadas?

    No Vexado, a venda fica organizada pelas seções cadastradas na linha, em todos os canais, com emissão do BP-e integrada.


  • Janela da ANTT: lances começam dia 26, e quem vencer precisa vender passagens no dia seguinte

    Janela da ANTT: lances começam dia 26, e quem vencer precisa vender passagens no dia seguinte

    A ANTT abriu a Janela Extraordinária para novos mercados do transporte rodoviário interestadual de passageiros, e a fase de lances vai de segunda-feira, 26 de outubro, até 6 de novembro. Segundo levantamento publicado pelo Diário do Transporte, em muitos mercados que hoje têm uma só operadora há poucas empresas interessadas em entrar.

    A leitura comum é que, com menos concorrentes no lance, fica mais fácil levar o mercado. Pode ser verdade. Mas, para a viação, o trabalho mais difícil começa depois do resultado. Ganhar a vaga dá direito de operar. Só a venda de passagens faz a linha se pagar.

    O que está em jogo na Janela Extraordinária

    A janela é a oportunidade de uma empresa entrar em ligações interestaduais que hoje são atendidas por uma única transportadora, ou que não têm atendimento regular. Para quem planeja crescer, é uma porta que não abre sempre. Por isso, a decisão de dar lance deve vir junto com a pergunta prática: se eu vencer, consigo vender bem nessa ligação desde a primeira semana?

    Essa pergunta não depende só de ônibus, motorista e garagem. Depende de saber onde o passageiro compra hoje, por qual preço, em qual horário e com qual confiança. Em geral, esse hábito já está preso à empresa que opera sozinha há anos.

    Pouca disputa no lance não significa pouca disputa na rodoviária

    Ter poucos rivais no processo seletivo não quer dizer entrar num mercado tranquilo. O concorrente de verdade não é a outra empresa que deu lance. É a operadora que já está lá. Ela conhece a demanda de cada dia da semana, tem guichê nas rodoviárias, acordos com agências e passageiros acostumados ao site ou ao aplicativo dela.

    Quem chega depois começa sem histórico de vendas, sem clientela e, muitas vezes, sem ponto de venda físico nas cidades atendidas. Se a primeira viagem sair com poltronas vazias, o custo por quilômetro não espera o marketing funcionar.

    O dia seguinte ao resultado: a linha precisa estar à venda

    Entre o resultado e a primeira partida, o tempo costuma ser curto. Nesse intervalo, a viação precisa cadastrar a linha, as seções, os horários e as tarifas, abrir os canais de venda e garantir que cada bilhete saia com o documento fiscal correto. Se tudo isso for feito em planilha, à mão ou com sistemas que não conversam entre si, a empresa perde a janela comercial mais valiosa, que é o lançamento.

    A regra é simples: o passageiro precisa encontrar a passagem à venda antes de saber que a nova linha existe. Quando ele pesquisar o trajeto, a nova opção já deve aparecer com horário, preço e poltrona disponível.

    Venda online desde a primeira viagem

    O canal digital é o mais rápido de abrir e o que menos depende de estrutura física. Um site de vendas próprio, com mapa de poltronas, pagamento por Pix e cartão e confirmação imediata, permite começar a vender assim que a linha for cadastrada. A presença em marketplaces de passagens amplia o alcance, mas a venda direta protege a margem e cria relacionamento com o passageiro.

    Detalhes contam muito no lançamento. Nome da linha fácil de achar, horários claros, regras de remarcação visíveis e atendimento por WhatsApp reduzem a desconfiança de quem nunca viajou com a empresa. Veja como estruturar esse canal em como aumentar as vendas diretas de passagens no site da própria viação.

    Agências e pontos de venda nas cidades do trajeto

    Em muitas ligações do interior, o passageiro ainda compra no balcão. Para quem entra num mercado novo, agências parceiras nas cidades de origem, destino e paradas intermediárias são o caminho mais curto para ter presença física sem abrir loja própria. Isso exige regras claras de comissão, limite de vendas, prestação de contas e acesso ao mesmo estoque de poltronas que o site usa.

    Sem esse controle, aparecem dois problemas clássicos: a mesma poltrona vendida duas vezes e o acerto de comissão feito no fim do mês, cheio de divergências.

    Guichê na rodoviária: presença onde a operadora atual já está

    Nos terminais rodoviários, a operadora atual tende a ter guichê fixo, sinalização e funcionários conhecidos. A nova empresa precisa negociar espaço com a administração do terminal, ou usar um guichê compartilhado, e treinar a equipe para vender, remarcar e cancelar sem fila. O guichê também é vitrine. Um balcão organizado, com horários bem expostos, transmite a mensagem de que a linha veio para ficar.

    O ponto crítico é a integração. O guichê precisa ver em tempo real o que foi vendido no site e nas agências, e o caixa do dia precisa fechar sem conferência manual.

    BP-e e embarque: a parte fiscal não pode atrasar a partida

    Toda passagem do transporte interestadual deve ser emitida com o Bilhete de Passagem Eletrônico (BP-e), com as regras de cada estado de origem. Na prática, isso significa ter o credenciamento junto à Sefaz em dia, certificado digital válido, série configurada e um sistema que emita o BP-e em qualquer canal: site, agência, guichê ou venda embarcada. Para entender os detalhes, consulte o guia completo de BP-e para empresas de ônibus interestaduais.

    No embarque, a lista de passageiros deve estar atualizada, e o motorista precisa validar o bilhete com rapidez. Se o fiscal funciona, a operação flui. Se falha, a linha nova vira notícia pelo motivo errado.

    Preço e horário: a disputa com quem já está na linha

    A operadora atual não costuma assistir calada à chegada de uma concorrente. É comum haver reação em preço, em horários próximos aos da nova empresa ou em promoções nos canais digitais. Por isso, quem entra precisa de uma política tarifária flexível, com preços por antecedência, por ocupação e por dia da semana, e de relatórios diários para ajustar a estratégia.

    Também vale acompanhar a ocupação por trecho. Em linhas com várias seções, o lucro pode estar num trecho intermediário que a operadora atual atende mal.

    Checklist de preparação comercial antes do resultado

    Use esta lista enquanto os lances estão abertos, para que a venda comece no dia seguinte à vitória:

    • Mapear onde e como o passageiro compra hoje nas cidades do trajeto (rodoviária, agência, site, aplicativo).
    • Definir a tabela tarifária de lançamento e as regras de preço por antecedência e ocupação.
    • Deixar pronto o cadastro da linha: seções, paradas, horários, tipos de ônibus e mapa de poltronas.
    • Conferir o credenciamento para emissão de BP-e em cada estado de origem e a validade do certificado digital.
    • Preparar o site de vendas próprio e os meios de pagamento (Pix, cartão, link de pagamento).
    • Avaliar a entrada em marketplaces de passagens e os custos de cada canal.
    • Prospectar agências parceiras nas cidades-chave e definir comissões e limites por agência.
    • Negociar guichê ou ponto de venda nos terminais e treinar a equipe de atendimento.
    • Definir as regras de remarcação, cancelamento e reembolso, e publicá-las de forma clara.
    • Montar o plano de divulgação de lançamento, com redes sociais, WhatsApp e comunicação local.
    • Configurar relatórios diários de vendas, ocupação e caixa por canal.
    • Planejar como vai integrar a lista de passageiros ao embarque e ao controle da viagem.

    Erros que custam caro nos primeiros meses

    O primeiro erro é tratar a venda como etapa posterior à operação. O segundo é abrir canais sem integração, o que gera overbooking, retrabalho e caixa que não fecha. O terceiro é copiar o preço da concorrente sem conhecer o próprio custo por viagem. Por fim, muitas empresas esquecem o pós-venda. O passageiro que teve problema na primeira viagem raramente dá uma segunda chance.

    Como o Vexado ajuda quem vai entrar em um mercado novo

    O Vexado é um sistema de venda e emissão de passagens para empresas de ônibus. Com ele, a viação cadastra a nova linha, abre a venda no site próprio, nas agências parceiras e no guichê, todos usando o mesmo estoque de poltronas, e emite o BP-e em todos esses canais. Comissões, caixa e relatórios por canal ficam no mesmo lugar. Para quem pretende vencer a Janela da ANTT, é a forma de transformar a vaga conquistada em passagens vendidas desde a primeira partida.

    Quer chegar ao resultado dos lances com a venda pronta? Fale com o time Vexado e veja como colocar sua nova linha à venda.

    Perguntas frequentes

    O que é a Janela Extraordinária da ANTT?

    É um processo seletivo aberto pela ANTT para que empresas entrem em novos mercados do transporte rodoviário interestadual de passageiros, incluindo ligações hoje atendidas por uma única operadora.

    Quando acontecem os lances?

    Os lances podem ser apresentados de segunda-feira, 26 de outubro, até 6 de novembro de 2026.

    Ter poucos concorrentes no lance garante sucesso na linha?

    Não. Vencer garante o direito de operar, mas o desempenho depende de vender passagens contra a operadora que já atende a ligação e tem clientela formada.

    Quais canais de venda a nova linha deve ter no início?

    O ideal é ter venda online própria, agências parceiras nas cidades do trajeto e guichê nos terminais, todos integrados ao mesmo estoque de poltronas.

    É obrigatório emitir BP-e na nova linha interestadual?

    Sim. As passagens do transporte interestadual de passageiros devem ser emitidas com o Bilhete de Passagem Eletrônico, seguindo as regras da Sefaz de cada estado de origem.

    O que preparar antes de sair o resultado?

    Tarifas, cadastro da linha, credenciamento do BP-e, canais de venda, agências, guichê, regras de remarcação e um plano de divulgação de lançamento.